Como combater a ansiedade nos cães: causas comuns e soluções possíveis

Segundo os estudiosos do comportamento animal, até 40% dos cães sofrem de ansiedade de separação. Outras formas de ansiedade canina também podem afetar os cães, e isso deixa seus donos muito perdidos de como ajudá-los.

Na realidade, muitos donos de cães simplesmente não estão preparados para lidar com o comportamento de seus animais de estimação quando estes se sentem ansiosos. Seu pet pode uivar, chorar, reclamar e latir constantemente ou até começar a destruir a casa para lidar com o que está sentindo.

Saber ajudar é ainda mais difícil, já que são várias as formas de ansiedade nos cães. Uma melhor compreensão de todas as diferentes formas de ansiedade canina pode ajudar. Siga com a leitura deste post e aprenda a identificar a causa da ansiedade do seu dog. Só então comece a mirar em uma solução.

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Sintomas de Ansiedade Canina

Embora já mencionado que existem vários tipos de ansiedade canina, todos compartilham de sintomas semelhantes.

Cães com ansiedade podem:

  • Andar vacilante, pra frente e para trás;
  • Girar em círculos ou correr atrás do rabo constantemente;
  • Babar e tremer;
  • Apresentar dificuldade para respirar;
  • Uivar e latir incessantemente;
  • Se esconder de tudo e de todos;
  • Roer móveis e outras coisas;
  • Arranhar o piso ou portas;
  • Correr com barulhos altos;
  • Evitar de certos objetos;
  • Exibir comportamento agressivo, como rosnar ou morder.

Em um esforço para lidar com seus sentimentos de ansiedade, os cães também podem se mostrar deslocados. Eles podem se coçar muito ou bocejar constantemente, em uma busca para mudar o que estão sentindo no momento. Eles também podem ficar farejando o chão ou correr de janela em janela tentando se distrair.

Os sintomas da ansiedade variam consideravelmente de cão para cão e dependem das causas primárias. Por exemplo, fugir de barulhos altos e evitar certos objetos pode indicar uma raiz de ansiedade relacionada ao medo e não a outros tipos.

Buscar a raiz do problema é essencial para ajudar a resolver a ansiedade dos cães. Compreendendo o que causa a angústia, os donos de cães podem finalmente encontrar maneira de aliviar a ansiedade dos cães e acabar completamente com os sintomas que eles apresentam.


 

Ansiedade em cães: Destruição
Entre os sintomas de ansiedade nos cães está a destruição de móveis

Ansiedade relacionada ao medo

Com a ansiedade relacionada ao medo, os cães costumam agir nervosos em situações específicas ou em torno de determinados objetos.

Eles exibem apenas os sintomas de ansiedade só nessas circunstâncias particulares e agem de maneira completamente normal no restante dos momentos.

A ansiedade nos cães, relacionadas ao medo, pode surgir durante:

  • Tempestades;
  • Shows de fogos de artifício;
  • Passeios de carro;
  • Visitas a lugares totalmente novos;
  • Descoberta de objetos estranhos.

Quase qualquer coisa pode provocar medo nos cães, especialmente se eles não foram previamente acostumados à situação ou item em questão. Exemplo: alguns cães reagem com extremo medo ao simplesmente ver sacos de plástico sacudindo ao vento, fazendo com que eles se tornem cada vez mais medrosos com esse objeto.

Os donos dos cães devem identificar a causa exata dos medos de seus pets para ter chance de reduzir ou eliminar totalmente suas ansiedades. Sem esse diagnóstico, fica muito mais difícil ajuda-los a resolver o problema.

Causas da ansiedade por medo

Um pouco de medo e cautela é normal e saudável, já que os cães encontrarão novas situações ao longo da vida. Seus tutores precisam trabalhar com paciência e gentileza com seus cães para evitar que os níveis mais elevados de medo se instaurem. Enquanto isso, é importante que não tratem os cachorros com excesso de preocupação, dessa forma, o cachorro capta essas emoções e reforça seus medos.

A ansiedade canina relacionada ao medo também pode começar em resposta a uma situação angustiante. Os cães precisam reservar um tempo para investigar o espaço ou o item diante deles para lidar com seus medos de maneira saudável. Se forem forçados a atravessar determinada área desconhecida antes que tenham decidido fazer, seus medos podem piorar e se agravar, causando a ansiedade em novas situações semelhantes.

Ansiedade em cães: Medo
Lide com segurança com seu cachorro. É muito importante para ele, sentir confiança em você.

Genética

Qualquer raça de cachorro pode desenvolver ansiedade, embora alguns apresentem um risco maior se deixados por conta própria com muita frequência. Border Collies, Galgos e raças semelhantes, por exemplo, tendem a ser cautelosos com novas situações e a desenvolver ansiedade baseada no medo. Qualquer treinamento ou condicionamento não reverterá essa predisposição do cachorro para ser medroso. Seus donos só podem procurar atenuar os efeitos e ajudar o cão a encarar as novidades da vida com curiosidade, em vez de medo.

Educação

A maneira como os cães são criados durante a infância e depois também afetam seu potencial para desenvolver a ansiedade baseada no medo. Os filhotes precisam ser socializados e levados ao mundo com frequência para que desenvolvam postura calma para novas situações. Privá-los de novas experiências e interações sociais antes das 14 semanas de idade pode deixá-los com medo de tudo que a vida apresentar.

Mesmo cães com tendência genética a ter medo, ou não terem a melhor educação, podem superar seus medos com a ajuda de seus donos. É necessário, portanto, que você identifique a causa exata da angústia do seu animal de estimação para então dirigir às soluções certas.

Para isso, observe como o cão se comporta em diferentes situações e faça uma lista das coisas que você percebe que desencadeiam uma resposta ansiosa. Em seguida, tente encontrar pontos em comum entre os itens da lista e identifique o caminho para a melhor solução.

Soluções

Existem muitas soluções para eliminar os medos do seu cachorro e, então, reduzir a ansiedade baseada no medo. Nem todas elas funcionarão para todos os cães; portanto, serão necessárias algumas “tentativas e erros” até encontrar a medida certa. Antes de começar, é importante entender o que não fazer ao lidar com um cachorro com medo.

Por exemplo, nunca:

  • Dê conforto ao pet demonstrando sinais de medo. Isso só servirá para afirmar a ansiedade canina;
  • Force o cachorro a encontrar um objeto ou a enfrentar lugar ou situação que cause medo;
  • Oprima um cão estressado, forçando-o a trabalhar seus medos naquele momento.

Em vez disso, prepare os cães para aprender sobre o mundo e enfrentar seus medos com sucesso. Certifique-se de entender com o máximo de precisão os níveis de estresse do cachorro a cada sessão de treinamento. Por exemplo, para manter o envolvimento sempre positivo. Além disso, procure sempre terminar com uma recompensa generosa (leia-se petiscos) e carinho honestamente feliz por um trabalho bem feito.

Exercícios de exposição controlada

Para lidar com a ansiedade canina relacionada ao medo, os exercícios de exposição geralmente funcionam muito bem. Sempre esteja em um ambiente controlado. Isso permite que o cão treine sem distrações e ajuda a impedir que qualquer gatilho atrapalhe o treinamento, podendo prejudicar todo o progresso.

Para concluir os exercícios de exposição direcionadas, comece com os os provocadores de estresse “mais leves” e, em seguida, trabalhe até os mais desafiadores. Por exemplo, se o cachorro tiver um pouco de medo de carrinhos de bebê, coloque um carrinho vazio do outro lado da sala e convide-o a dar uma olhada. Não aproxime o objeto nem faça com que ele mude de posição.

À medida que a linguagem corporal do seu cão relaxa e ele se aproxima do carrinho por conta própria, elogie e dê petiscos. Caso ele não se aproxime, mova lentamente o carrinho alguns centímetros mais perto, levando seus níveis de conforto ao limite, mas sem sobrecarrega-lo.

Mantenha essas sessões de treinamento curtas, parando entre 5 a 10 minutos por vez. Termine sempre exaltando o esforço do cachorro com entusiasmo honesto para que esse momento fique associado a bons sentimentos. Isso ajudará o cachorro a entender os momentos de treinamento com confiança e entusiasmo, substituindo progressivamente o sentimento de medo que nutria antes.

Passeios em ambiente livre

Quando seu cachorro parar de mostrar reações de medo à situação ou ao objeto em questão, o próximo estágio de treinamento fica em torno de saídas para reforçar o aprendido anteriormente em ambiente controlado. O ideal seria que os passeios deem ao pet a chance de encontrar seus gatilhos de estresse em um ambiente descontrolado.

Leve esse processo tão devagar quanto antes, como se nenhum progresso tivesse sido alcançado. Se possível, apenas siga a orientação do seu cachorro em farejar objetos ou conhecer novas áreas, fornecendo suporte e controle ao longo do passeio. Não esqueça dos elogios e petiscos à medida que o cão reaja calmamente aos estímulos. Como já mencionado, isso sempre ajuda a reforçar os sentimentos positivos e mantém o medo sob controle.

Repita os exercícios de exposição e passeios em ambiente livre para cada situação ou objeto angustiante para efetivamente desmontar todos os medos instalados no cão e criar sólida confiança.


 

Ansiedade em cães: Separação
Essa cena de cortar o coração você já deve ter visto.. sintoma da “ansiedade de separação”, muito comum em nossos pets.

Ansiedade da separação

Por volta de 40% dos cachorros de estimação tem ansiedade de separação. Há uma grande chance de seu próprio pet ter esse problema. A ansiedade de separação ocorre toda vez que o cão é deixado sozinho em casa, carro ou outro local – não apenas ocasionalmente.

As reações por serem deixados sozinhos é geralmente bastante dramática. Os cachorros podem:

  • Latir e uivar sem sequer parar para respirar;
  • Rasgar sofás, quebrar pedaços de móveis usando dentes e garras;
  • Fazer necessidades por toda casa, quando normalmente não o fariam;
  • Babar e correr pela casa criando bagunça por onde passar.

O treinamento de arrombamento raramente ajuda, pois cães com ansiedade de separação vão fazer de tudo para sair, ignorando a dor até mesmo se se machucarem.

Como os cães são muito inteligentes, eles podem até começar esses comportamentos à medida que percebem que seus donos começam a se preparar para sair. O tutor, vestindo uma jaqueta ou pegando as chaves do carro, por exemplo, pode desencadear a ansiedade canina e deflagrar o início dos comportamentos.

Causas da Ansiedade de Separação

Os cães podem desenvolver ansiedade de separação por vários motivos e, alguns, geralmente estão fora do controle de seus donos. Ao perceber por que seu cão está ansioso, você pode entender melhor o que precisa fazer para ajudá-lo com uma solução.

A seguir, as causas mais comuns de ansiedade de separação em cães:

Abandono

Cães abandonados, especialmente ao serem levados a abrigos, eles experimentam o triste sentimento de descarte. Quando acontece, os cães podem tentar desesperadamente impedir que essa situação aconteça novamente, mantendo-se sempre ao lado do dono.

Ao serem deixados sozinhos, eles podem sentir que estão sendo abandonados de novo, fazendo com que reajam conforme sua ansiedade vai piorando. Como resultado, podem desenvolver comportamentos destrutivos. Esse comportamento é uma “válvula de escape” que ajuda o cachorro a lidar com os sentimentos fortes da ansiedade e ocupa seu tempo até que seus donos voltem pra casa e esse mal estar passe.

Alterações e mudanças domésticas

Mudanças domésticas, como um divórcio, um novo bebê ou uma mudança de cidade, também podem fazer com que os cães desenvolvam ansiedade de separação. Grandes mudanças geralmente resultam em reviravoltas que os cães não compreendem. Em consequência, seus níveis de estresse e ansiedade aumentam e os deixam incapazes de lidar adequadamente com as mudanças.

Os cães podem reagir às mudanças domésticas ficando pegajosos, desejando ficar sempre ao lado de seus donos. Quando todos saem para o trabalho ou escola, o cachorro não tem certeza se essa mudança é permanente ou não, deixando-os estressados. Para lidar com isso, provavelmente começarão a destruir calçados, móveis ou exibir comportamentos agressivo até que todos voltem para casa.

Falta de exercício físico

De acordo com um estudo sobre o comportamento canino, a falta de atividade física também pode contribuir para o desenvolvimento da ansiedade de separação. Os comportamentos ansiosos podem surgir em cães que têm muita energia reprimida e não têm como a expulsar. Eles podem parecer frenéticos para seus donos chegarem em casa porque precisam sair e brincar ou ter algo pra fazer.

A menos que façam o exercício que precisam, esses cães podem começar a inventar suas próprias atividades, que em geral são bastante destrutivas. Também podem se jogar loucamente sobre os membros da família quando entrarem pela porta, na esperança de ter a chance de sair pra correr e brincar. Esses comportamentos geralmente acabam mal, a menos que sejam rapidamente resolvidos. Em longo prazo, causam problemas adicionais à saúde do animal.

Identificar a causa da ansiedade de separação nos cachorros é interessante, mas não significa que é necessário para a solução do problema. Não importando a causa, você precisa seguir os mesmos passos para ajudar seu pet a superar esse problema.

Soluções

Antes de trabalhar na própria ansiedade de separação, verifique se o cão está fazendo exercícios suficientes todos os dias. Dependendo da raça, porte e nível de atividade, os cães precisam entre 30 minutos e duas horas de atividade física por dia para se manterem felizes e saudáveis. Cães pequenos, como o Spitz Alemão Anão, pode precisar de apenas 30 minutos, enquanto cachorros mais ativos, como o Boxer, precisa de duas horas completas. Reflita sobre a situação e a necessidade do seu cachorro e garanta que ele receba tempo suficiente para brincar e gastar energia. Esse pode ser o começo da solução para a ansiedade dele.

O “treinamento de arrombamento” pode ajudar alguns cães, mas outros ficam em pânico enquanto o dono estiver fora de casa. Apesar disso, vale a pena ver se o uso de uma caixa piora o problema antes de seguir as etapas de treinamento. Deixe o cachorro na grade enquanto as pessoas estiverem em casa, dessa forma você tira o efeito da separação. Faça da caixa (ou grade) um espaço positivo, dando ao cachorro brinquedos e petiscos especiais para ele curtir lá.

Funcionando ou não, você ainda precisará ajudar seu pet a superar a ansiedade da separação definitivamente. Para atingir esse objetivo, siga estas etapas:

  • Coloque o cachorro na caixa (grade) ou em uma sala segura com todos os seus brinquedos favoritos;
  • Permaneça sempre calmo calmo e diga ao seu cão que você voltará breve;
  • Deixe o ambiente onde o cachorro estiver por apenas alguns segundos para começar e aumente gradualmente o tempo de ausência;
  • Volte ao ambiente onde ele está e recompense seu cão por estar calmo e quieto.

É necessário repetidamente executar essas etapas de treinamento, aumentando o tempo de sua ausência em cada rodada. A cada dia trabalhe algumas rodadas por vez e sempre termine com elogios e um petisco, ofereça ao final sempre um momento de muito prazer e carinho. Assim o cachorro sente segurança e acalma ainda mais seus medos. Progressivamente você vai ajudá-lo a se sentir menos ansioso.

Depois de treinar seu cão para ficar “em paz” enquanto você estiver fora, ajude-o a aguardar calmo até sua chegada, sempre oferecendo um algo especial antes de sair de casa. Como sugestão, você pode congelar alimentos molhados, ração e petiscos especiais em um brinquedo KONG, ou deixar um brinquedo interativo como o Fetch’n Treat AFP por exemplo. Cria-se assim uma forma de interação que o cachorro vai gostar e se dedicar horas a fio. Assim, o seu pet deve ficar torcendo pra você sair de casa e ele ter esse tratamento especial.


 

Ansiedade em cães: cachorros idosos
Cães velhinhos precisam de atenção especial.

Ansiedade causada pela idade ou relacionado a dor

Tanto idade avançada quanto dor frequente podem desencadear ondas intensas de ansiedade nos cães. Isso pode provocar mudanças drásticas no comportamento canino. Podem parecer mais medrosos em situações normais e se recusar a cooperar em ambientes ou situações desconhecidas.

Se o comportamento do seu cão mudar repentinamente, começarem a manifestar ansiedade inesperada, é hora de consultar um veterinário. O veterinário vai avaliar o cachorro para doenças comuns e também seu comportamento. Durante esses exames, eles geralmente conseguem identificar o que está incomodando seu cão para encontrar maneiras de lidar com sua ansiedade.

Causas da ansiedade por idade ou dor

À medida que os cães envelhecem, sua saúde física e mental vão se comprometendo naturalmente, causando intensa ansiedade. Os problemas de saúde existentes, como o diabetes, podem complicar as coisas, principalmente se causarem dor. A dor frequente pode causar ansiedade em cães mais jovens também. Como os cachorros não conseguem se dizer o que sentem, faça uma visita ao veterinário para descobrir exatamente o que está errado.

Dor física

No vet, seu cão fará um check-up completo, que permite ao profissional diagnosticar as condições que potencializam os sintomas de ansiedade. O veterinário vai procurar sinais físicos e provavelmente realizará alguns testes para fazer um diagnóstico mais preciso.

Dores físicas associadas à ansiedade em cães podem ser:

  • Artrite;
  • Abscesso dentário;
  • Doença gengival;
  • Infecções de ouvido (otite);
  • Infecções do trato urinário;
  • Câncer;
  • Pancreatite.

Quando os cães sentem dor, podem reagir agressivamente ao serem tocados ou deixados sozinhos por longos períodos de tempo. Além disso, é importante que você saiba: eles não entendem por que estão se sentindo tão mal e isso acaba agravando os sintomas de ansiedade.

Declínio cognitivo

Os cães, igualmente aos seres humanos, sofrem um declínio cognitivo à medida que envelhecem. Consequentemente, a ansiedade se torna pior com o tempo. Também como os humanos, os cachorros podem desenvolver demência em idade avançada, embora isso seja chamado de “síndrome da disfunção cognitiva canina”.

Os sintomas da síndrome da disfunção cognitiva canina podem incluir:

  • Confusão;
  • Irritabilidade;
  • Reações estranhas a situações normais;
  • Fraqueza física;
  • Maus hábitos de sono;
  • Acidentes domésticos.

O cachorro pode começar a agir de maneira nervosa por qualquer período de tempo em que você o deixar, mesmo ele nunca ter sentido a ansiedade de separação nos anos anteriores.

Perda de visão e/ou audição

Quando os cães perdem a visão ou a audição, a ansiedade tende a surgir à medida que passeiam e sentem dificuldade pelo ambiente por onde andam. Cães cegos podem ficar nervosos se não conseguirem atravessar a casa sem esbarrar nas coisas pelo caminho ou sentirem dificuldade em encontrar o dono com facilidade. Cães surdos podem sentir ansiedade se forem abordados de susto ou sentirem que não podem participar mais das interações como faziam antes.

Há muitas coisas a considerar antes de definir a causa da ansiedade relacionada a idade ou à saúde nos cães. Nessa hora, um veterinário pode ajudar melhor a identificar a causa e lhe ajudar com soluções para seu cãozinho lidar com as mudanças.

Soluções

Se a situação de saúde física e mental determinarem a ansiedade do seu pet, ele precisará de cuidados de um veterinário para se recuperar.

Em alguns casos, há tratamento que pode ajudar a aliviar as dores e em consequência os sintomas da ansiedade. Em casos mais graves, no entanto, os veterinários poderão apenas oferecer conforto mínimo. Passar pelo processo de diagnóstico e conversar sobre as opções de tratamento com o profissional será a única maneira de você lidar com a situação.

Além de tratamento para a condição diagnosticada, os veterinários podem sugerir também o uso de suplementos ou medicamentos para aliviar os sintomas no cão. Remédios anti-ansiedade podem aliviar o sofrimento, mas muito provavelmente não resolverão definitivamente o problema.

Felizmente, existem algumas coisas que você pode fazer para aliviar esse sofrimento em seu velho amigo de estimação, por exemplo:

  • Carinho e palavras confortantes em voz baixa e calma;
  • Uma vez identificadas, evitar tocar áreas dolorosas;
  • Oferecer um cobertor ou brinquedo para interação;
  • Deixar a TV ou rádio ligado quando sair de casa.

Se o seu cachorro estiver sentindo muita ansiedade por causa da cegueira, então, ter um outro cãozinho saudável pode ajudá-lo muito. O cachorro saudável ajuda na orientação do cachorro cego, servindo como guia e apoio. Apenas certifique-se de que o cãozinho companheiro tenha perfil tranquilo para ter maior efeito junto ao parceirinho cego.

Cães surdos, por outro lado, podem precisar aprender comandos com sinais manuais para se acalmar e lidar com as mudanças. Eles também precisam que seus donos os abordem apenas pela frente e evitem tocá-los sem que percebam sua presença antes.

Se seu pet está doente, machucado ou apenas envelhecendo, é importante eliminar os riscos à saúde dele em sua casa também. Se o cachorro tem dores no quadril, por exemplo, considere usar tapetes seguros em pisos lisos para melhorar a aderência. Além disso, considere deixar comida e o cantinho de descanso em áreas de fácil acessibilidade.


 

Ansiedade em cães: Companhia para animais de companhia :)
Companhia para animais de estimação também ajudam a diminuir sintomas de ansiedade.

Ajudando cães com ansiedade

Não importa a causa, cães com ansiedade se beneficiam de sessões de treinamento específicas.

Esses treinamentos podem ajudar o cachorro a desenvolver sólidas habilidades para enfrentar e compreender as situações incômodas que provocam ansiedade. Por outro lado, as sessões de treinamento precisam ser concluídas regularmente e reforçadas no dia-a-dia para reduzir a ansiedade de maneira efetiva. Essa é uma missão para quem tem disciplina e real vontade de ajudar o pet.

Um instrutor qualificado pode ajudar você nesse processo. Assim você adquire confiança para avançar com os treinamentos de maneira consistente. Você pode usar as orientações para praticar as habilidades em casa e ajudar seu cão a enfrentar o estresse. Os profissionais apresentam maneiras de conter o comportamento destrutivo do pet e substitui-lo por ações mais saudáveis. Os instrutores também ajudam a você aprender como avaliar a linguagem corporal do pet. Isso é importante, pois orienta você a entender quando é necessário intervir ou retirar o cachorro de situações estressantes antes que reajam de maneira nervosa.

Os treinadores de cães tendem a usar técnicas de reforço positivo nos treinos de reabilitação. Por meio do reforço positivo, os cães são estimulados a reavaliar as situações para que não deixem o estresse tomar conta.

Enquanto ajuda os cães a se sentirem menos ansiosos nos passeios, por exemplo, os dog walkers podem seguir estas etapas:

  • Coloque o cachorro na coleira e pegue alguns petiscos;
  • Vá até o quintal enquanto fica atento às reações do pet;
  • Elogie, faça carinho e dê a recompensa se o cachorro permanecer calmo ao ar livre.

Depois de deixar o cachorro seguro para sair, você pode levá-lo lentamente além dos limites do quintal. Apenas alguns metros de cada vez, ajudando o cão a lidar com a mudança sem que se sinta sobrecarregado. Quando o cachorro age com calma enquanto enfrenta o que antes gerava estresse, você elogia e oferece carinho e petiscos para reforçar o comportamento desejado.

O profissional ajusta a abordagem de acordo com o comportamento, fornecendo ao cachorro o apoio e a segurança necessária para que se sintam seguros, confiantes e, assim, menos ansiosos. Para cachorro com mastigação nervosa, você pode buscar fazer com que o cachorro utilize um brinquedo mordedor em vez de destruir móveis. Sempre utilizando o reforço positivo quando o cachorro realiza a resposta desejada (elogio, carinho e petiscos).

Como os profissionais ajudam você a identificar os comportamentos problemáticos no seu cachorro, eles também vão ajudar a reduzir a ansiedade sentida pelo animal. Quando o pet entende seu lugar na casa e como deve agir, eles ficam calmos e isso promove bem-estar em longo prazo.


 

Medicamento: o que dar aos cães com ansiedade?

Quando tudo falhar, ou você desejar solução rápida para um momento de crise, medicamentos podem ajudar. Mas verifique com seu veterinário antes de dar qualquer coisa aos cães, mesmo que algo natural ou remédio de venda livre.

Se seu veterinário receitar algo que funcione, utilize. Há muitas opções, mas às vezes serão necessárias algumas tentativas e erros até encontrar o melhor medicamento para o seu pet.

Remédios sem prescrição veterinária

Certos medicamentos vendidos sem receita, como Benadryl, são relativamente seguros para os cães tomarem contra ansiedade. Evite, no entanto, dar o remédio sem consenso de seu veterinário. Ele pode lhe oferecer melhores informações sobre dosagem e considerações que sejam perfeitas à necessidade de seu cachorro.

O Benadryl é produzido com difenidramina HCL, que é um anti-histamínico usualmente utilizado no tratamento de alergias em pessoas e também em cães. O ingrediente ativo impede que as histaminas atinjam receptores no cérebro, que desencadeiam reação. Benadryl também é útil para frear a ansiedade, já que acalma mente e corpo através de seus efeitos sedativos. Os cães em geral se sentem um pouco sonolentos depois de tomar o remédio, então quando estiverem em um ataque de estresse, eles podem descansar em vez de destruir alguma coisa para lidar com o incômodo.

Por outro lado, este medicamento nunca deve ser administrado em cães com certas condições de saúde, como glaucoma e distúrbios convulsivos. Portanto, certifique-se de consultar seu vet para confirmar se este remédio será positivo ao dog antes mesmo de dar a primeira dose.

Considerações a respeito da dosagem

Como com qualquer medicamento sem receita ou prescrição, as doses são importantes para que o resultado pretendido seja atingido sem causar danos ao animal. De acordo com o manual da Merck para veterinários, Benadryl é normalmente administrado a uma taxa de 2 a 4 mg por quilograma de peso corporal. Já a dose ideal para seu cachorro pode variar conforme seus sintomas de ansiedade e condições de saúde.

Sempre evite o remédio em cápsulas que liberam o medicamento ao longo do tempo, pois elas podem se romper causando overdose. Além disso, muita atenção às diferenças de dosagem entre os vários tipos de Benadryl. A pílula e a forma líquida deste medicamento, por exemplo, têm diferentes doses a serem seguidas; então, obedeça os conselhos do veterinário e não invente ou substitua suas recomendações.

Efeitos colaterais

Como com qualquer medicação, Benadryl pode causar efeitos colaterais que vão de inofensivos a graves:

  • Aumento da frequência cardíaca;
  • Respiração curta e rápida;
  • Retenção de urina;
  • Letargia;
  • Vômito;
  • Diarréia.

Os efeitos colaterais mencionados tendem a surgir dentro de uma hora após a administração da medicação. Fique de olho em seu cachorro dentro desse período e relate quaisquer efeitos colaterais ao seu veterinário. Com a ajuda dele, você pode avaliar melhor a relação de benefício e riscos e decidir se este é o melhor remédio para seu pet.

Remédios naturais, ervas e medicina alternativa para cães

Se você precisar, ou desejar, algo que ofereça menos ou nenhum efeito colateral, considere suplementos vitamínicos, ervas ou outros remédios naturais. Existem muitas alternativas úteis disponíveis para o tratamento da ansiedade em cães. Ao menos para minimizar os sintomas. Veja aqui algumas opções:

Camomila

Assim como as pessoas, os cães podem se beneficiar muito da ingestão de camomila para lidar com a ansiedade. Os compostos ativos nesta erva, como a apigenina, ajudam a acalmar corpo e mente, afastando assim os efeitos do estresse. A erva também tem um efeito sedativo leve, dando aos cães a chance de relaxar.

Como provavelmente os cães não vão aceitar tomar um chazinho, o ideal é adquirir a erva com base glicerinada. A dosagem mais comum é de 1 ml por 13,6 kg de peso corporal, embora seja mais adequado você verificar junto ao vet a dose perfeita para o seu cachorro.

Raiz de Valeriana

A raiz de valeriana é outro suplemento de ervas que pode ajudar os cães a se sentirem menos ansiosos. Esta erva atua como um agente sedativo e calmante leve, que pode ser usado conforme necessário para tratar a ansiedade canina. Os cães tendem a ficar sonolentos depois de ingerir a raiz e, dessa forma, evitar reações agressivas ou destrutivas pela casa afora.

Procure este suplemento em tinturas, cápsulas ou comprimidos para mastigar e imagine qual seria o mais fácil de utilizar junto ao seu cão. Mais uma vez veja com seu veterinário para encontrar a dose certa, pois ela pode variar consideravelmente de cachorro para cachorro e também conforme a sua formulação.

Óleo de Canabidiol (CBD)

Ao usar o óleo de CBD, são ativados os endocanabinóides naturais do cérebro. Isso ajuda a controlar a ansiedade na fonte. Os receptores canabinóides no cérebro atraem os compostos CBD, que estimulam a produção de serotonina. Ajuda a estabilizar o humor e a reduzir sentimentos de ansiedade – seja em cães, seja em humanos.

Para melhores resultados, adquira apenas óleo de CBD feito com cânhamo de espectro total e indicado para uso exclusivo em cães. As instruções de dosagem estão incluídas no frasco, mas é sempre bom consultar o veterinário para confirmar se estão corretas e adequadas ao seu pet.

Florais de Bach

O Dr. Edward Bach criou uma mistura única de essências florais para auxílio do alívio de sintomas da ansiedade. Assim nasceu o Rescue Remedy que é indicado a cães, gatos e outros animais.

Muitos compostos de flores diferentes são apresentados neste remédio, como:

  • Clematis: para estarmos acordados e presentes para ajudar a recuperação;
  • Rock Rose: coragem de vida para enfrentarmos momentos difíceis, e melhora os sangramentos;
  • Impatiens: paciência, calma, para relaxar até chegar o socorro.

Ao colocar apenas algumas gotas do remédio na água bebida pelo cachorro, espera-se a redução considerável da ansiedade dele. Esta mistura pode ser usada diariamente sem qualquer risco de efeito colateral, sendo uma ótima opção para cães que estão sempre ansiosos.

Os veterinários podem lhe sugerir suplementos, vitaminas e outros remédios mais naturais para seu cão ansioso. Como em outras soluções, geralmente é necessário paciência e diversas tentativas até encontrar algo que de fato funcione para os sintomas de cada cão.

Medicação com prescrição veterinária

Quando a ansiedade é muito intensa, os cães têm dificuldades até para se concentrar no treinamento feito justamente para aliviar os sintomas desse estresse.

Os pets podem encontrar pouco ou nenhum alívio em remédios naturais e alternativos. E é importante que você procure eliminar os sintomas para só então preparar seu cachorro para o enfrentamento do dia-a-dia com os treinamentos que vimos acima.

Para ter sucesso nesse objetivo, seu veterinário pode prescrever remédios anti-ansiedade ao cachorro. Esses medicamentos aliviam rapidamente o estresse, permitindo que os cães não se sintam sobrecarregados e reajam de maneira agressiva ou destrutiva.

São vários os medicamentos para o tratamento do distúrbio. Entre eles:

  • Amitriptilina;
  • Lorazepam;
  • Alprazolam;
  • Diazepam;
  • Fluoxetina.

O vet usará o histórico médico e também considerar os sintomas do cachorro para então identificar a melhor medicação para ele. A causa da ansiedade também entrará em jogo, pois alguns remédios são melhores que outros para determinados fins.

O Alprazolam, por exemplo, proporciona alívio rápido para ansiedade intensa causada por barulhos prolongados, como fogos de artifício, trovoadas ou outros gatilhos de estresse temporários. Normalmente é administrado conforme a necessidade, e não com uso contínuo. Os efeitos calmantes e sedativos agem imediatamente e eliminam completamente os sintomas de ansiedade.

A Amitriptilina, por outro lado, pode ser tomada diariamente em doses baixas para impedir que a ansiedade chegue a se manifestar. Por outro lado, esse remédio não deve ser usado no momento em que o cachorro já esteja incomodado com o estresse. Em vez disso, ele fornece suporte em longo prazo, auxiliando na produção de serotonina no cérebro do cachorro. Cães com ansiedade de separação se beneficiam mais deste medicamento do que os de ação rápida, pois reduz a ansiedade em todos os aspectos.

Uma vez que os cães tomam um medicamento prescrito pelo veterinário para controlar efetivamente a ansiedade, você como dono ou dona responsável, pode se dedicar ao treinamento e outros métodos mais naturais para resolver os problemas comportamentais de seu pet. Alguns cães são capazes de parar o uso total do medicamento quando aprendem a se comportar diante das situações que antes eram gatilhos dos problemas. Mas outros cães podem ter que viver sob medicação permanente por toda a vida.

Apenas o veterinário vai lhe fornecer a orientação e o apoio necessário para encontrar a melhor medicação e também qualquer método posterior para manter a ansiedade e o estresse longe do seu cão. Lembre-se de agendar exames regulares, mesmo que o medicamento mantenha a ansiedade do seu cachorro sob controle.

Ansiedade em cães: Fale com seu Veterinário
Dicas e esclarecimentos são sempre bem vindos: mas nada substitui o conhecimento técnico de um profissional veterinário!

 

Fale com seu veterinário

Quando os cães se sentem ansiosos, eles procuram alívio junto aos seus donos. Se não puderem contar com isso, eles simplesmente continuarão com os comportamentos destrutivos. Essa é a forma como lidam com o que estão sentindo. Felizmente, basta uma pequena observação e reflexão sobre o motivo pelo qual seu cão está manifestando a ansiedade para começar a encontrar as soluções.

Por tentativa e erro, você pode encontrar saídas que funcionarão melhor para os sintomas de ansiedade específicos do seu cachorro. Sua dedicação e paciência ajudará a diminuir o sofrimento do seu cão e, como consequência, melhorar a qualidade de vida e até de sua relação com o pet. Para tanto, reserve um tempo na agenda para conversar com seu veterinário para começar o quanto antes.

O que você achou?

Se você chegou até aqui, nos diga o que você achou das dicas nos comentários abaixo. Se você já passou pelo problema e hoje desfruta da solução com o seu cachorro, compartilhe sua experiência aqui.

Fonte:
Top Dog Vitamins

13 Benefícios de dormir com seu cachorro

Dormir com o cachorro é uma boa ideia? A ciência diz que sim! Afinal “cachorro também é gente!” 🙂

Existe um debate na comunidade científica sobre os benefícios de dormir junto do cachorro. Alguns estudos mostram que dormir com o cachorro pode promover uma péssima noite de sono para você.

No entanto, há também um grande número de estudos que mostra os benefícios de deixar o cachorro ficar na cama com você. Por exemplo, benefícios mentais. Dormir com o pet promove sensação de segurança e conforto. Pessoas que sofrem de transtorno pós-traumático relatam que dormir com seus pets os fizeram diminuir a ter pesadelos.

Se é da família, por que não dormir junto? 🙂

Se faz bem, por que não?

Benefícios físicos também foram relatados, como o fato de que, dormir com o cachorro libera ocitocina em seu cérebro. Para você entender do que se trata esse hormônio, basta lembrar de quando você se apaixonou ou quando estamos pertos de um bebê. Esse hormônio está associado a ondas cerebrais theta, que são encontradas nos sonos REM.

Isso significa na prática que você está tendo sonos de maior qualidade quando está dormindo com seu pet. Todo esse campo hormonal ajuda a atenuar ansiedade e o estresse e por isso você dorme melhor.

Acariciar e interagir com seu cachorro ajuda a baixar a sua pressão sanguínea. O curioso é que isso não acontece apenas durante as caminhadas com o cachorro. Acontece também quando você está dormindo com ele!

Veja no gráfico abaixo mais benefícios de dormir com seu cachorro.

Dormir com o cachorro: reduz depressão / promove ondas theta / aumenta sensação de segurança
Dormir com o cachorro: diminui insônia / máximo conforto / reduz sentimento de solidão / aumenta a qualidade do sono
Dormir com o cachorro: reduz estresse / diminui pressão sanguinea / fortalece a ligação com o cão / faz bem para o coração / reduz chance de alergias
Dormir com o cachorro faz bem pra nossa saúde! S2

Veja as 13 razões para você dormir com seu cachorro. Benefícios cientificamente comprovados

  1. Dormir com o cachorro reduz riscos de depressão. O contato com cachorros de estimação aumenta o fluxo de ocitocina, a “química do amor”.
  2. Promove ondas cerebrais para o ritmo theta. A liberação da ocitocina e o padrão theta de ondas cerebrais ocorre durante o sono REM. Sono de qualidade.
  3. Dormir com o cachorro aumenta a sensação de segurança. Estudo comprovou que dormir com o cachorro aumenta a qualidade do sono em mulheres.
  4. Dormir com os pets diminui insônia. Por diminuir a ansiedade, aumenta seu relaxamento, essencial para uma boa noite de sono.
  5. Aumenta o conforto. Dormir com seu pet de estimação favorece na qualidade do sono e é ótimo aliado aos pacientes de transtornos pós-traumáticos.
  6. Diminui o sentimento de solidão. Dormir com o pet diminui sensação de solidão, contam 41% dos donos de cães em uma pesquisa.
  7. Dormir com cães aumenta a qualidade do sono. A eficiência de um sono bem dormido é maior quando dormimos com nossos pets.
  8. Dormir com o pet reduz o estresse. A saúde mental de 74% dos donos de pets melhorou após ter contato com um.
  9. Diminui a pressão sanguínea. Em estudos foi verificado que a interação homem-animal abaixa a pressão sanguínea.
  10. Fortalecimento do laço com seu cachorro ocorre durante a noite dormida junto. Dormir junto do pet auxilia na socialização e até mesmo no treinamento!
  11. Promoção de um coração mais saudável. A Associação Americana do Coração (The American Heart Association) encontrou ligação entre a interação com pets e a diminuição de casos de hipertensão.
  12. Reduz a possibilidade de adquirir alergias. Em um estudo, crianças que dormiam com seus pets tinham menos predisposição a desenvolver alergias.
  13. Sua saúde de maneira global melhora! O contato próximo com pets tem uma série de benefícios que auxiliam até na diminuição do colesterol e índices de triglicerídeos.
Quantas razões você tem para dormir com seu cachorro?
E quem nega um carinho? S2

Quando evitar dormir com seu cachorro?

É isso mesmo, há algumas condições que você precisa considerar antes de liberar o acesso à cama para seu cachorro. Veja:

  • Se seu cachorro não estiver devidamente treinado e acostumado a viver dentro de casa;
  • Se seu cachorro tiver alguma alergia;
  • Se você tem o sono muito leve;
  • Se seu cachorro ainda não se acostumou com a casa;
  • E claro, se você, ou seu cãozinho, tem algum problema de saúde cujo contato possa comprometer a saúde de algum dos dois.

[ Veja também: Donos de cães tem até 4x menos chances de engordar ]

Fonte:
The Bark
Science Daily
Psycology Today

Cães gostam mais quando você sorri, revela estudo

Você já se perguntou se seu cão percebe seu sorriso para ele? Você acha que eles reconhecem o sorriso como expressão de felicidade? Será que nossos cães estão conscientes de que nosso sorriso para eles é bom sinal?

De acordo com um estudo da Universidade Nacional do México, cães podem sim ler nossas emoções claramente. E mais, eles amam quando percebem nossos sorrisos a eles. Estudos anteriores atestaram o reconhecimento dos cães para nossas vozes, agora sabe-se também que reconhecem nossas expressões.

Especialistas descobriram há muito tempo que os cachorros reconhecem as emoções humanas. Eles também podem distinguir entre expressões boas e ruins, então ajustar seu comportamento de acordo com o que os donos estão sentindo.

Mas que mecanismos neurais estão em jogo quando isso acontece nos cachorros? O que controla suas capacidades de reconhecer os sentimentos de seus donos?

Identificando os padrões de felicidade para os cães

Para o estudo, os pesquisadores ensinaram oito cães, Border Collies em sua maioria, a se deitar em um scanner de ressonância magnética para obterem leitura adequada (você viu essa técnica ser utilizada no post “Cachorro também é gente”).

Foram exibidos aos pets fotos de diferentes pessoas com expressões distintas. Elas iam do sorriso, a expressões de tristeza e raiva.

As áreas dos círculos representam a área de interesse fixada pelo cão. As linhas traçam o caminho que o cachorro fez com o olhar na imagem. Créditos da Foto: Langner et al.

A atividade cerebral dos cães aumentou na região de seu córtex temporal e nas áreas caudais depois de serem apresentadas fotos de pessoas sorrindo. O córtex temporal é a parte do cérebro que processa informações. Já as áreas caudais envolvem neurônios que são ativados quando o cão é incentivado a aprender ou é recompensado.

As reações dos cães fizeram os pesquisadores concluírem que cachorros podem identificar as diferenças entre as expressões no rosto de um ser humano. E mais, entender quando ele está feliz! As atividades cerebrais obtidas foram tão intensas, depois das fotos com pessoas sorrindo, que os pesquisadores acenaram animados com a possibilidade de criação de tecnologias de machine learning para ajudar na comunicação entre humanos e pets.

A chave é a ocitocina: o hormônio do amor

Esse não é o primeiro estudo que conclui que cães podem sentir o carinho e o amor de seus donos por eles. Em uma outra pesquisa publicada pela revista Frontiers of Psychology, apresentou-se que o nível de ocitocina de um cão aumenta em até 130% quando recebe um abraço, um beijo ou um carinho do seu dono.

A ocitocina também é conhecida como o hormônio do amor. Por meio dela que se constroem os vínculos entre os seres humanos e é mais evidente entre mãe e filho recém-nascido. Aparentemente esse é o hormônio que também fortalece os laços entre as pessoas e os pets. Quando você abraça ou beija seu cachorro, o seu nível de ocitocina se eleva para até 300%!

O mesmo estudo também concluiu que cães respondem melhor a rostos carinhosos e felizes do que para semblantes irritados. A pesquisa determinou também que o aumento do hormônio do amor (ocitocina) nos cães, aumenta a confiança em seus donos.

Os especialistas também rastrearam o movimento dos olhos dos cães e as atividades de suas pupilas para determinar suas resposta a emoções positivas e negativas. Quando um cachorro se sentia desconfortável ou amedrontado, suas pupilas dilataram enquanto o oposto ocorreu quando foram apresentados rostos de pessoas felizes.

Nossa felicidade, expressa em nosso rosto, pode ser sentido e entendido pelos cães

A inteligência dos cães

Cachorros são excelentes em captar as pistas deixadas pelos humanos ao seu redor. Mas é impressionante que, até mesmo com fotos, eles conseguem distinguir as emoções humanas muito bem.

Como a pesquisa indicou, os cães não são apenas espertos para aprenderem truques. Eles tem também inteligência emocional que os tornam os melhores companheiros para as pessoas que os pets de outras espécies.

Agora que você sabe sobre o poder do seu sorriso para seu cachoro, use isso para qualquer treinamento ou condicionamento comportamental que você deseja ensiná-lo. Os cães ficam mais envolvidos se você demonstrar felicidade. 😉

E aí na sua casa, após saber do poder do sorriso, você percebeu as reações do seu cachorro? Conte pra gente aqui nos comentários.

Fonte:
Top Dog Tips

Meu pet morreu: Veja como lidar com a perda

“Hoje, as pessoas tratam seus bichinhos como membros da família. Isso cria um laço de amor e afeto entre elas e os animais. A dor de perder um pet é semelhante à dor de perder um ser humano, seja amigo ou parente”, explica Miriam Barros, psicóloga e especialista em terapia familiar, psicodrama e coaching.

No caso da perda de um animal de estimação, há ainda o desafio extra de os donos encararem o preconceito e por vezes o menosprezo de sua dor pela sociedade. Para entender melhor como a dor nos acomete, separamos o assunto em pontos para você. Veja:

O que é o sentimento de luto?

Quando algo significativo ao indivíduo é perdido, a reação de luto aparece. Reações emocionais e também fisiológicas podem se manifestar, repercutindo e influenciando toda vida da pessoa enlutada. O sentimento é de dor e deixa a pessoa desorganizada. Então é preciso que, para a superação da perda, a pessoa possa manifestar seus sentimentos sem culpa enquanto naturalmente isso a levará a uma adaptação e reorganização da vida.

O sentimento de luto deve ser respeitado.

Como ajudar uma criança a superar o luto da perda de seu animal de estimação?

Se para nós adultos, por vezes a perda é bastante sentida, o efeito em uma criança acaba sendo maior. E pior. Para as crianças que tem envolvimento muito próximo com o pet, na maioria das vezes são anos de convivência que – com a morte do animal – inaugura o sentimento de luto na criança.

A presença do pet, durante a infância, tem grande importância para o aprendizado e desenvolvimento da criança. Os benefícios estão entre a criação de senso de responsabilidade e também de autoestima. Mas quando a vida do animalzinho chega ao fim, muitas vezes é a primeira vez que a criança tem contato com a morte.

O que os pais devem fazer?

A psicóloga Ana Cristina Nogueira explica que o entendimento das crianças sobre a morte pode ser compreendida em três etapas.

  • Até os cinco anos. A criança não tem o entendimento de morte estabelecido, apenas algo como uma preparação ou sonho. Para elas, é um acontecimento progressivo e passageiro.
  • Entre cinco e nove anos. A maioria das crianças ainda “personificam” a morte, ou seja, entendem que “alguém” veio e levou o bichinho para sempre.
  • A partir dos nove ou dez anos. A maioria das crianças entende a morte como um término do funcionamento do corpo. Algo natural e inevitável.

De acordo com a idade do seu filho, você pode procurar explicar melhor o fato e também entender o que se passa na cabecinha da criança.

O laço de amor entre pessoas e pets se assemelha ao laço de amor entre as pessoas.

Preconceito: “Ah, era só um cachorro, compra outro!”

O pesar causado pela morte de animais de estimação só é compreendido e aceito por quem já passou pela experiência de dedicar amor, tempo e atenção a um pet. Em geral, a sociedade não aceita essa dor.

Esse é o tipo de luto em que a sociedade ainda minimiza ou menospreza. Em razão do preconceito da sociedade em aceitar que alguém chore pela morte de um pet, tutores enlutados se sentem incompreendidos, muitas vezes procurando reprimir o sentimento de perda.

Há constatações de pessoas que chegam ao ponto de ficarem incapazes de realizar suas atividades rotineiras, sentindo angústia, insônia e outras reações fisiológicas, podendo até mesmo levá-las à depressão. Situações semelhantes ao ocorrido com a perda de entes queridos.

Toda sociedade possui um conjunto de normas sociais de comportamento, baseadas na cultura dessa própria sociedade. Dentre estas regras, estão as referentes ao luto.

Elas definem determinados padrões de comportamento, como, por exemplo, quais são as perdas passíveis de luto, quem tem legitimidade de enlutar-se e quais os comportamentos adequados para a vivência dessa realidade. No entanto, essas regras sociais que têm caráter coletivo podem não corresponder aos valores e sentimentos inerentes aos integrantes dessa mesma sociedade.” Carolina Alves de Sousa Lima

Optei pela eutanásia e agora me sinto culpada(o)

O sentimento de culpa é quase que inevitável à prática da eutanásia. Mesmo diante de uma situação gravíssima e irrecuperável do animal. É fundamental que a pessoa possa refletir sobre o que a levou a essa decisão. Como estava a vida do pet? Ele vinha sentindo muita dor? Não havia expectativa de melhora?

Além da reflexão a respeito do que a levou à decisão, é muito importante que a pessoa possa se expressar, falar com alguém a respeito.

Devo adotar um novo pet logo após a perda?

De acordo com a psicólogoa Maíra Simeão, a adoção de um novo pet pode ajudar ou ser uma fuga do sofrimento. Não há uma regra para isso e vai depender de cada caso. O importante, para ela, é ter consciência de que rejeitar ou suprimir o luto não vai auxiliar na sua conclusão.

Já nós, aqui na Petite Sofie, pensamos que um novo pet pode substituir a falta que aquele anterior deixou. Quem escolhe ter um pet de estimação, e assim vive por anos, tem “talento” natural para o amor. Ter um animalzinho de estimação para cuidar é o melhor exercício de amor que podemos fazer. Ficar sem um pet acaba não sendo mais opção para quem um dia escolheu ter um pet. 🙂

O que você acha?
Esperamos ter ajudado você a entender e lidar melhor com a perda de seu animalzinho de estimação.

Fontes:
Portal do Dog
Tribuna do Ceará

6 Comandos rápidos e 5 livros para adestrar seu cachorro

Sabe, talvez seu cachorro não precise de um treinador profissional. Por outro lado, é importantíssimo que o cachorro tenha boa educação. Acompanhe aqui como você mesmo pode adestrar seu cachorro.

Comando para adestrar cachorro

Em geral, os cães não apresentam problemas graves de comportamento – principalmente agressividade – que aí sim o trabalho de um profissional de treinamento é importante. Já cães muito agitados também podem oferecer dificuldades para treinar. Nesses casos um adestrador profissional pode ser de grande valia também.

Se você julga que tem paciência e disposição para treinar você mesmo o seu cachorro, pegue essas dicas do mínimo necessário para você o adestrar economizando. Comandos simples e primordiais para uma vida em harmonia com seu cão:

  • SENTA
    Comando importante para manter o cachorro calmo ao receber visitas. A prática deve ser sempre que abrir a porta e sempre que o cachorro quiser alguma coisa, como brincar ou comer;Como treinar:

    • Segure um petisco bem perto do nariz do cachorro;
    • Levante sua mão, fazendo com que a cabeça do cachorro acompanhe o petisco fazendo sentar;
    • Uma vez que ele estiver na posição sentado, diga “senta” e o dê o petisco. Faça carinho para ele entender que acertou.
      Repita essa sequência por alguns minutos todo dia até que seu cachorro aprenda. Então peça para seu cachorro sentar antes da hora de comer, quando vocês estiverem saindo para caminhar e durante outras situações em que você deseja que ele fique calmo e sentado.
  • DEITA
    Semelhante ao comando de sentar, o “deita” é indicado a situações como em um bar ou em reuniões com a família. A prática deve ser sempre no intervalo do jornal à noite. Você pode definir para que ele fique deitado durante o intervalo comercial do programa. Conforme progride, você pode procurar que o comando dure durante todo o programa.Como treinar:

    • Encontre um petisco particularmente apreciado pelo cachorro. Tem que ser um que ele goste muito!;
    • Segure o petisco com sua mão totalmente fechada;
    • Esfregue a mão fechada com o petisco no chão, em frente ao cachorro. Ele vai seguir sua mão com o focinho, então encoraje-o a deitar a barriga;
    • Uma vez que ele estiver na posição deitada, diga “deita” então dê o petisco e faça carinho.
      Repita essa sequência todos os dias. Se o cachorro tentar sentar ou avançar até sua mão, diga “não” e afaste a mão com o petisco. Não pressione o cachorro a ficar na posição, apenas encoraje-o a ficar deitado na posição correta. Sempre mostre que você aprecia quando ele acerta, dando carinho.
  • FICA
    Sabe aquelas situações que você precisa abrir a porta de casa (ou carro) e o cachorro deseja sair correndo? Esse é o comando para você ter controle sobre essas situações. A prática deve ser sempre que abrir a porta da rua. Você pode mesclar entre os comandos “senta” e “fica”. Esse comando pode ser muito bem aproveitado quando você deseja fazer fotos com seu modelinho :)Como treinar:

    • Primeiro, use o comando “senta”;
    • Então, com sua mão espalmada na frente dele, diga “fica”;
    • Dê alguns passos para trás e aguarde por alguns segundos. Premie seu cachorro com um petisco e muito carinho se ele ficar;
    • Gradualmente vá aumentando o número de passos que você dá para se distanciar dele antes de dar o petisco;
    • Sempre dê carinho e um petisco se seu cachorro ficar. Mesmo que por alguns poucos segundos.
      Esse é um exercício de autocontrole para seu cachorro, então não estresse e pressione se levar algum tempo para ele dominar o comando. É mais difícil para filhotes e cães que tem muita energia, já que eles querem mesmo é se mexer e não ficar parado.

Como adestrar seu cachorro

  • LARGA
    Comando importante para evitar intervenção mais bruta quando o cachorro pega algo que não devia. A prática deve acontecer com os brinquedos do cão. Seja ao jogar bolinha ou para terminar a brincadeira de cabo-de-guerra. Se seu cachorro apresentar muita agressividade e tentar lhe morder, busque um profissional.Como treinar:

    • Coloque um petisco em cada mão;
    • Mostre ao cachorro uma das mãos, fechadas com o petisco, e diga “larga”;
    • Deixe-o lamber, cheirar, mexer com a pata e até latir para pegar o petisco. Você precisa ignorar;
    • Assim que ele parar de tentar, dê a ele o petisco que está com sua outra mão;
    • Repita essa operação até que seu cachorro desista da “primeira mão” com o petisco quando você disser “larga”;
    • Na sequência, somente dê ao cachorro o petisco após ele desistir da mão com o petisco, se afastar e olhar pra você
      Uma vez que seu cachorro se afasta consistentemente da mão com o petisco e fazer contato visual quando você diz o comando, ele está pronto para avançar para nova fase.Para isso, use dois petiscos diferentes: um “normal” e outro particularmente preferido pelo cachorro (especial).
    • Diga “larga”, coloque o petisco normal no chão e cubra com sua mão;
    • Espere até seu cachorro ignorar o petisco e olhar para você. Então recolha o petisco normal do chão e dê o petisco especial junto com muito carinho imediatamente.
    • Assim que ele pegar, coloque o petisco normal no chão… mas não completamente coberto pela sua mão. Em vez disso, segure o petisco com a mão um pouco acima. Com o avanço do treinamento, mova gradualmente sua mão cada vez mais longe do petisco, até mais ou menos 15cm de altura.
    • Agora você já pode tentar a praticar de pé. Siga os mesmos passos descritos acima, mas se o cachorro tentar pegar o petisco normal no chão, cubra com seu pé.
      Não acelere todo esse processo. Lembre-se, você está exigindo bastante de seu cachorro. Se avançar no processo não está surtindo efeitos, você percebe que seu cachorro ainda não está entendendo, volte alguns passos e reinicie a fase anterior até que você perceba que pode avançar.
  • NÃO
    O comando é simples: pare de fazer o que está fazendo já! Esse é um comando que você certamente terá inúmeras oportunidades de realizar. Não esqueça de premiar o cachorro sempre que obedece, como carinho e petiscos.
  • ATRAVESSA
    Esse é um comando mais raro, mas não menos importante. Apenas permita que seu cachorro atravesse a rua, mesmo estando sob coleira e guia com você, depois de dar o comando “atravessa”. A prática deve acontecer em todo e qualquer passeio. Quando possível atravessar a rua, dê o comando e ao final a recompensa: carinho e/ou petiscos. Com paciência e bastante treino, se um dia você passar por um susto de arrebentar a guia ou seu cachorro fugir, a tendência é que ele não atravesse a rua inadvertidamente.

Nós já pontuamos antes, mas nunca é demais. Para garantir sucesso nos objetivos, é importante ter disciplina, constância e paciência, além de equipamentos adequados. Para ter total atenção e dedicação do seu cachorro, faça sempre sessões de treinamento curtas. Duas sessões de 15 minutos TODOS OS DIAS, é suficiente. E, convenhamos, nem é tanto tempo assim, né? 🙂

Quer se aprofundar no assunto? Pegue essas 5 dicas de livros:

  1. Manual do Cachorro
    Você gostaria de entender melhor o seu cachorro e resolver todos aqueles probleminhas chatos de comportamento? Neste livro você irá aprender a resolver os problemas comportamentais mais comuns em cães filhotes ou adultos. Cada capítulo descreve as causas e soluções de vários problemas comportamentais
  2. Tudo sobre truques e adestramento de cães
    Com esse manual extremamente fácil de usar você conseguirá ensinar a seu cachorro diversos tipos de comandos, os truques mais atraentes e tudo o que for necessário para isso. Utilize petiscos, brinquedos e um clicker para treinar seu cachorro. Ensine truques adequados à raça de seu cachorro. Trate os problemas comportamentais de seu cachorro pela raiz. Solucione problemas comuns, como fazer as necessidades no lugar errado e latir excessivamente. Lide com os cães que exigem cuidados especiais, como os medrosos ou os agressivos.
  3. Cachorro – Manual do Proprietário
    Escrito em linguagem fácil e acessível, “Cachorro – Manual do Proprietário” é um livro fundamental para quem deseja adquirir um exemplar da raça canina ou até para quem já tem um e deseja passar bons momentos ao lado dele. Amplo e abrangente, ideal para consultas, trata-se do mais completo guia para donos de cães, que mostra de maneira organizada que curtir seu animal pode sair mais barato e divertido do que você pensa.
  4. Manual do Filhote
    Este livro possui dicas e informações para que cão e dono vivam em harmonia e em ambiente saudável. A obra traz informações ilustradas com quadros e fotos, além de fichas de controle de exames, vacinas etc. Também mostra como lidar com o filhote nos primeiros dias, como fazer a socialização, resolver problemas de comportamento, escolher a ração adequada e dar início ao adestramento básico.
  5. Adestramento Inteligente
    Ter um cachorro em casa é uma alegria – afinal, ele é nosso melhor amigo, nosso companheiro, alguém que nos ama incondicionalmente. Mas o que fazer quando esse nosso amigo desenvolve sérios problemas de comportamento? Ninguém quer ter em casa um cachorro que late a noite a toda ou que rói todos os móveis, certo? Foi pensando em resolver problemas cotidianos dos donos de cães que Alexandre Rossi, o Dr. Pet, escreveu este livro. Sua técnica do adestramento inteligente, baseada no reforço positivo, permite que os cães e outros animais aprendam por meio de estímulos e recompensas, valorizando, assim, as atitudes corretas.

Quer mais dicas para adestrar seu cachorro?
Veja nosso guia completo aqui.

6 Dicas de como introduzir um novo gato em casa

Se você tem buscado maneiras de introduzir um novo gato em sua casa – já “ocupada” por outro(s) felino(s) – deve ter visto duas palavras-chave que determinam a experiência: território e paciência. Pois é, os gatos SÃO TERRITORIALISTAS e VOCÊ VAI PRECISAR DE PACIÊNCIA.

Para facilitar a missão pra você, resolvemos compilar essas 6 dicas a maneira como você deve agir.

Antes de tudo: uma boa relação entre os gatos independe do gênero, mas que sejam CASTRADOS. Gatos não castrados podem gerar conflitos entre os integrantes na casa.

Dica 01: crie um espaço separado para o novato

Se você já tem gato(s) em casa, é de fundamental importância que o novato, a ser introduzido, tenha um espaço só para ele. Esse espaço exclusivo deve ser fechado e será temporário, então prepare-se:

  • O QUE FAZER:
    • Defina um espaço que seja fechado e que você tenha total controle, como um quarto;
    • Deixe uma caixa de areia para as necessidades;
    • Ofereça brinquedos;
    • Ofereça arranhadores;
    • Deixe potes com comida e água;
    • Se possível: lugares pra subir e lugares para ele se esconder.
      Essa será a vida do novato por algum tempo, então o bem-estar dele precisa ser cuidado, afinal, você deseja que ele fique à vontade e tranquilo na nova casa, certo?
  • MANTENHA O ESPAÇO FECHADO:
    • De imediato, o gatinho novato precisa ficar fechado. Sem contato algum com os outros gatos da casa;
    • Isso vai oferecer segurança;
    • A segurança vai promover relaxamento;
    • O relaxamento vai permitir avançarmos à próxima dica.

Uma vez esse espaço definido, os gatos que já moram na casa vão perceber a existência de um novo integrante pelo olfato. Já para o novato, a presença dos outros gatinhos também será percebida.

Por outro lado, é muito importante você oferecer carinho e brincadeira para manter a tensão natural a mais baixa possível. Nessa fase, evite qualquer bronca, ou gerar qualquer tipo de estresse.

[ Veja também: É verdade que grávidas precisam se afastar dos gatos? ]

Dica 02: adestrar para adaptar

Diferente de tudo o que você pensou ao ler “adestrar”, o desafio aqui é bem mais simples. Por meio de ração/petiscos você vai mostrar para os gatos de sua casa que está tudo certo e que aquele ambiente em que vivem é harmônico.

  • O QUE FAZER:
    • Ofereça ração, petiscos ou sachê: Para todos os gatos da casa ao mesmo tempo.
    • Utilizando a porta que divide o novato dos outros como limite, procure aproximar as tigelas para que, enquanto se alimentam, possam sentir a presença uns dos outros.
  • SIRVA VÁRIAS VEZES AO DIA:
    • Utilize pouca ração para que possam concluir a refeição todas as vezes;
    • Importante: sempre com o novato isolado dos outros.

Nessas horas, procure mostrar afeto com todos, dando carinho e um pouco de atenção. A quantidade de vezes a oferecer esses momentos vai do quanto sua rotina permitir. Repita essa dica por pelo menos uma semana.

Dica 03: hora de botar o olfato em ação

Sempre que os gatos se lambem, além de estarem se limpando, estão fazendo com que seus feromônios possam ser sentidos pelos outros gatinhos. Em síntese, a identidade do gato está em seu cheiro.

Após a semana inicial, siga os seguintes passos.

  • O QUE FAZER:
    • Esfregue gentilmente uma toalha, um pano, no corpo do gato novato;
    • Na sequência, deixe a toalha à disposição dos gatos mais antigos. Deixe-a no chão, sem forçar para que a cheirem;
    • Recompense os gatos que tiverem bom comportamento. Isso significa: cheirar e sair calmamente ou até mesmo ignorar a toalha no chão;
    • Brinque, alimente-os e faça carinho com a toalha por perto.
  • NA HORA DO LANCHE:
    • Traga as tigelas próximas à porta (fechada) do refúgio do gato novato;
    • Deixe a toalha com o cheiro do novato, embaixo das tigelas dos gatos residentes.

Replique com paciência por quantas vezes você julgar necessário até perceber boa recepção dos gatos residentes. Não force a barra. Se algum gatinho bufar (“fazer fu”) ou exibir comportamento estressado, deixe para refazer o experimento em outro momento. E assim avançamos gradualmente.

Dica 04: tour pela casa

Depois desses exercícios todos, se você perceber que os gatinhos tem se sentido tranquilos e relaxados, podemos avançar para o próximo ponto de adaptação: o tour pela casa.

  • O QUE FAZER:
    • Tranque os gatinhos antigos residentes em um cômodo por um tempo (tenha ao menos 20min para essa tarefa);
    • Nesse tempo, permita que o gatinho novato ande pela casa;
    • Mantenha brinquedos, petiscos e arranhadores disponíveis;
    • Após o determinado tempo, retorne o novato ao seu refúgio e liberte os gatinhos antigos.
      Importante: SEM QUE se vejam;
    • Se o novato rosnar, bufar ou se mostrar visivelmente incomodado, retorne o novato ao refúgio e solte os outros.

Faça e refaça essa etapa até perceber que o gatinho novato se sente relaxado ao restante da casa, como já é em seu refúgio. Característica marcante de gatinho novo com medo ou inseguro é a busca por esconderijo. Tranquilo, ele andará desinibido pela casa.

Dica 05: manos face a face

Avançar para essa fase significa que seu gatinho novato já se sente tranquilo com o espaço da casa e com o cheiro dos irmãozinhos residentes. Outro ponto importante a verificar é também se os atuais inquilinos se sentem à vontade com a presença do novato. Uma vez que, mesmo separados, há harmonia, então está na hora de apresenta-los visualmente uns aos outros.

  • O QUE FAZER:
    • No momento em que forem comer, deixe as tigelas – do gato novato e dos gatos antigos – mais distantes entre si;
    • Permita que possam se ver, a distância. Uma tela pode ser colocada anteriormente na porta para servir de divisa visual segura;
    • Comece com breves sessões e vá aumentando o tempo de exposição conforme os gatinhos vão se sentindo a vontade.

Além desses momentos de alimentação com a porta entre-aberta, você pode utilizar brincadeiras que interagem com os gatinhos mesmo sem que tenham contato uns com os outros. Um exemplo legal é você utilizar uma varinha por debaixo da porta, metade dela para cada lado. Gato novato de um lado, os gatos da casa de outro. Esses momentos de prazer e interação vão graduadamente derrubando a tensão entre os felinos.

Dica 06: envolvimento entre os gatos

Após esse período de paciência e avanços graduais você percebe “calmaria no ar”? Muito provavelmente seus gatinhos estão prontos para conviver.

  • O QUE FAZER:
    • Munido dos petiscos que eles mais gostam e brinquedos, permita que se encontrem;
    • Mantenha os olhos neles. Não os deixem sozinhos nesses primeiros momentos;
    • No início, evite muito tempo de interação. Aumente esse tempo gradualmente;
    • Tenha em mãos um borrifador com água. Ao menor sinal de agressão, borrife a água para separar a briga e retorne os gatinhos ao status anterior, separados.

É importante você perceber nos seus gatinhos o que é tensão, e discernir o que é apenas brincadeira e o que é violência. Para ver na prática, confira o exemplo de interação saudável entre gatos e o que é disputa territorial no video abaixo:

Para cumprir esses passos, saiba que será exigido de você muita paciência. Introduzir um novo gato em casa não é um processo rápido, então quanto mais você procurar apressar as coisas, maior possibilidade de errar você terá. O tempo para isso é bastante relativo. Todo o processo pode durar semanas, mas também pode levar meses até que a harmonia entre os felinos triunfe. Mesmo assim, existe a possibilidade de nunca dar certo. Como assim?

Gatos que são amigos são gatos que dormem juntos e se lambem. Se os seus gatos evitam isso, é porque apenas se toleram. Na realidade, em muitos casos esse é o máximo que você terá na convivência de seus felinos: tolerância. Deve-se julgar como sucesso, a manutenção de um ambiente harmônico e tranquilo para a introdução de um gato novo em casa.

Se por algum motivo você percebe que a introdução foi errada e seus gatos se mantém em “pé de guerra”, você pode promover a reintrodução. Siga esses passos novamente, com paciência e avançando conforme possível. Existe chance de eles se entenderem! Então paciência e sucesso!

Esperamos que as dicas funcionem pra você e seus felinos 🙂

Fontes:
Blog PetBlog
Cat Club

Humanos amam mais os cães do que pessoas

Cientistas da Universidade Northeastern e University of Colorado concluiram estudos que podem ser surpreendente a algumas pessoas e natural para outras: humanos amam mais cães que as pessoas.

Humanos amam mais os cães
Cachorros adultos são percebidos como crianças para as pessoas.

Humanos amam mais os cães: A pesquisa

A pesquisa se deu com 256 estudantes universitários. Foram apresentadas notícias fictícias e pedidos para os participantes indicarem o grau de empatia em relação aos atores dos fatos. As situações fictícias consideraram violência a humanos e violência a cães.

Cachorrinho abandonado
Olhando para essa foto conseguimos imaginar por que amamos mais os cães? 🙂

[ Veja também: Pai “resgata” brinquedo favorito do seu cachorro ]

O resultado

Os pesquisados demonstraram mais amor aos cães do que a humanos adultos. O resultado do estudo sugere que “a idade faz diferença para a empatia em relação às vítimas humanas, mas não para as vítimas cães.” Uma instituição britânica de caridade conduziu experimento semelhante, onde arrecadou fundos para as ações e apresentou duas versões de um mesmo anúncio. Ambos diziam:

“Você daria £5 para salvar Harrison de uma morte lenta e dolorosa?” A versão do anúncio trazia a foto real de Harrison Smith, um menino de apenas 8 anos que foi diagnosticado com uma séria doença muscular. O outro anúncio apresentava a foto de um cachorro.

Quando os anúncios foram veiculados, com seus devidos links para doação à instituição de caridade, a que mostrava o cachorro atraiu o dobro do número de cliques (230) frente ao anúncio com a foto do menino (111 cliques).

Humanos amam mais os cães
Por entendermos que os cachorros são puros e completamente inocentes, atribuímos mais cuidado ao animal do que a outro ser humano.

Conclusão: por que as pessoas amam mais os cães?

“Pode ser que muitas pessoas entendam os cãos como vulneráveis, independente da idade quando comparados a humanos adultos. Em síntese, os cães – pequenos ou idosos – são vistos com o mesmo zelo assoaciado ao bebês humanos”, informa o estudo.

Para o psicoterapeuta Justin Lioi, “nós temos mais facilidade em criar empatia com aqueles que tem pouca culpa por suas circunstâncias”. Ele ainda completa: “Cães e bebês são a definição do ‘não pedi por isso’ e nós somos mais inclinados a ajudá-los por isso”.

A sociologista e psicoterapeuta Kathrine McAleese tem clientes que trabalham com cães e afirma que vê esse fenômeno com frequência. “As pessoas que se encaixam nesse perfil veem os animais como totalmente inocentes e os humanos pouco repletos dessa pureza infantil”. Ela adiciona: “quando questiono as pessoas sobre por que investem o dinheiro na saúde e bem estar do cão em vez de nelas mesmas, a grande maioria das respostas é a de que ‘porque meu cachorro merece'”.

O resultado da pesquisa também não surpreendeu o especialista em treinamento animal Russel Hartstein. Para ele “cães oferecem amor incondicional e, por isso, as pessoas tendem a fortalecer um laço com seus pets mais do que com outras pessoas”. Hartstein também afirma que muitos de seus clientes oferecem cuidado especial aos pets por os verem como crianças. “Ao levarem os cães a treinamentos, cuidar de sua saúde física e mental, as pessoas tendem a se aproximar muito de seus pets”.

Pra você, esse estudo faz sentido?
Adoraríamos saber o que você acha disso tudo. Deixe seu comentário abaixo!

Fonte: ILOVEMYDOGSOMUCH
PDF: Are People More Disturbed by Dog or Human Suffering? Influence of Victim’s Species and Age

Como proteger o cachorro ou gato dos fogos de artifício

O fim de ano é uma época marcada por muitas festas… dos humanos. E com elas, os fogos de artifício são inevitáveis. Eles são praticamente o símbolo das festas de fim de ano.

No entanto, nossos bichinhos de estimação em geral se apavoram muito. Diferente de nós, que temos a consciência que os estouros são inofensivos, para cães e gatos, eles são o maior tormento. Responsáveis por estresse muito forte e momentos de pânico.

Mas como proteger cachorros e gatos?

Como evitar que os rojões e fogos de artifício sejam disparados é impossível, existe uma técnica chamada “Tellington TTouch” que foi criada para amenizar o sofrimento de nossos animais de estimação.

Aprenda como fazer para proteger seu cachorro ou gato por meio do video abaixo:

Por que fazer isso funciona?

Apenas pelo fato de “amarrar” seu cachorro, faz com que em seu sistema nervoso, ele receba a informação de que está protegido, acalmando-o. Conforme o corpo vai sentindo a pressão das faixas, ele vai entrando em uma harmonia que o deixa mais seguro, então enfrenta melhor as situações de medo que os fogos de artifício provocam.

Esperamos que você possa fazer esse bem para seu bichinho e então confortá-lo durante os momentos de festa que estão para chegar.

Cães sabem que é um cão quando veem um cão?

Antes de qualquer coisa: essa não é uma questão filosófica.
Apesar das grandes diferenças físicas entre as raças, cães conseguem reconhecer uns aos outros apenas pela visão.

“Vejo cães”
“Com que frequência?”
“Em todo lugar!”

Meus ouvidos já se animam ao ouvir o tilintar de metais na esperança de ser um cachorrinho com sua coleira batendo medalhas de identificação. E então… é apenas uma pessoa com as chaves penduradas no bolso (ah, que decepção).

Uma pessoa que anda na rua com o braço estendido me mantém na esperança de ver uma coleira sendo segurada, e um cachorro no fim da sua extremidade (às vezes é um carrinho de bebê, fazer o que…).

De longe, meus olhos me pregam peça, então sacos de compras se tornam cães e cães se tornam sacolas até chegar mais perto e eu perceber o que é (mas sempre torcendo para que seja um cão).

Meu lema é: “tudo é cachorro, até que se prove o contrário”. 😉
Mas e quanto aos cães, como será que é?

Apesar das grandes diferenças físicas entre as raças, cães se reconhecem apenas pela visão.

Será que um cachorro sabe, apenas ao ver, que se aproxima outro amistoso cãozinho?

Antes de responder, lembre-se disso: Canis familiaris é a espécie menos uniforme do planeta. Os animais dessa espécie são de uma ampla gama de formas e tamanhos corporais. Do mais pequenininho toy nenê, ao mais gigantesco cachorrão. Adultos dessa espécie se enquadram em vários pequenos “pacotes”. Existem os musculosos “halterofilistas”, às magricelas bailarinas, os estilos “cachorro-quente” entre vários outros.

Será que um Pug, ao olhar para um Galgo Afegão (Afghan Hound) ele solta:
“Oi cachorro!”?

Ou seria algo mais do tipo:
“Que p*&#  é você?” e então só depois de dar uma cheirada clássica “Hola que tal?” é que o Pug vai pensar: “ah, meu Deus, que tolo. Você é um cachorro! Desculpe minha confusão, minha compatriota nariguda”.

Um bom número de pesquisadores tem buscado saber essencialmente o que pensa um “Pug” frente a um “Galgo Afegão”, como no exemplo. Seriam os cães capazes de identificar outros cães apenas pela aparência – eles imaginaram. Se pistas olfativas são tiradas da equação, um cachorro ainda saberia que outro cachorro é um cachorro?

Pesquisa na França

Um time de pesquisadores franceses assumiu a tarefa e publicou o que descobriram no artigo Animal Cognition de 2013. Nove cães de companhia foram objetos de estudo. Todos eles tiveram treinamento básico e grande experiência de relacionamento com pessoas e também outros cães e claro, notadamente todos os participantes eram completamente diferentes fisicamente entre eles. Dois tinham raça pura (Border Collie e Labrador), os outros eram vira-lata.

Veja abaixo todos os lindos representantes do estudo. Eu votei em Cusco para o prêmio de Olhos e Orelhas Mais Alinhadas, enquanto Babel, Cyane e Sweet empataram para o prêmio de Mais Fotogênicos 🙂

A trupe dos pesquisados

Como a pesquisa funcionou

A configuração da experiência foi bastante simples: os nove indivíduos viam duas telas. Uma à direita e outra à esquerda com uma divisória entre elas. Em cada tela, duas imagens apareciam simultaneamente e os cães eram incentivados por um click (de adestramento) e um petisco a escolher a tela “certa”, se aproximando dela – já conto mais detalhes. Veja como funcionou o esquema abaixo:

Estrutura do esquema da pesquisa.

Para saber se os cães podiam identificar outros cães baseados apenas na aparência, os pesquisadores primeiro criaram uma “linguagem comum” entre eles e os cães. Fizeram isso com o auxílio de três sessões de treinamento onde os cães pesquisados recebiam um petisco e um agrado se eles se aproximassem da tela com a imagem de um cachorro nela.

Importante: a mesma imagem do cão foi utilizada em todas as sessões de treinamento. Durante a fase de treinos, a outra tela permaneceu desligada, ou aparecia completamente azul ou com a imagem de uma vaca. Os cães não eram premiados se se aproximassem da tela sem a imagem do cachorro. E assim criou-se a “linguagem comum”: você vai ser recompensado se se aproximar da tela com a imagem do cachorro, somente.

Era considerado sucesso quando os cães se aproximavam de 10 a 12 vezes consecutivas em cada treinamento. Assim evitou-se que o cão pesquisado acertasse o exercício apenas “por sorte”. Todos os nove cães pesquisados foram capazes. A “linguagem comum” estava determinada.

Imagem da sessão de treinamento.

Veio então o teste. Foram apresentados aos cães uma imensa variedade de rostos-nunca-antes-vistos de cachorros em uma tela, e na outra uma série de rostos-nunca-antes-vistos de outros animais – como a vaca utilizada no treino.

Como haviam treinado, eles deveriam se aproximar da tela com imagem de cachorro e evitar a outra tela para receber o petisco. Essa agora já não era uma tarefa fácil. As imagens mostravam cães morfologicamente diversos na forma, cores, tamanhos, desenho da cabeça, posição das orelhas… e assim por diante.

Pra ficar ainda mais difícil, as imagens de cães eram emparelhadas a uma variedade grande de rostos diferentes de cachorros, incluindo rostos humanos, gatos, cabras, coelhos, répteis, pássaros entre vários outros. Os rostos eram exibidos frontalmente ou de perfil. Veja abaixo alguns exemplos de como as imagens foram exibidas.

As imagens trouxeram rostos frontais (facial), perfil (profile) e 3/4.

E os cães pesquisados acertaram!

Todos os nove cachorros da pesquisa acertaram as telas que exibiam CÃES e evitaram as telas que exibiam “NÃO-CÃES”. Alguns como Babel, Bag, Cyane e Vodka, foram capazes de identificar tão rapidamente que precisaram de poucas sessões para identificar entre 10 e 12 imagens de cães consecutivas.

Outros como Bahia e Cusco, foram mais lentos ao escolher e precisaram de mais sessões para distinguir os cães dos “não-cães”.

Foram utilizadas de 2 a 13 sessões para que os cães pesquisados cumprissem o critério de 10 a 12 identificações seguidas (sem errar) dos cachorros na tela.

Claro que isso não quer dizer que Bahia e Cusco não reconhecem um cão quando o veem um. Os pesquisadores enfatizaram que um número de fatores – como a personalidade do cão, estilos de aprendizagem e estratégia e também motivação – podem afetar o comportamento deles, e entãu sua performance, durante um teste como o explicado.

Mesmo assim, o estudo sugere que, apesar das aparências muito diferentes, cães conseguem identificar outros cachorros apenas ao vê-los. Eles parecem ter ao menos um senso distinção entre quem se encaixa na categoria “esse é cachorro” e quem não. Exatamente quais parâmetros os cães usam para saber, o estudo não conseguiu alcançar. Os pesquisadores afirmam que esse seria um próximo passo – natural – da pesquisa.

A pesquisa original está aqui:

Autier-Dérian D, Deputte BL, Chalvet-Monfray K, Coulon M, Mounier L. 2013. Visual discrimination of species in dogs (Canis familiaris)Animal Cognition, 16, 637—651.

Tem gente que já fez o teste em casa! 🙂

Fonte:
Blog Scientific American

Adestre seu cão brincando

Quando as pessoas pensam sobre o treinamento de reforço positivo, sempre pensam em usar alimento como recompensa. Biscoitos e outros alimentos são grandes motivadores, mas não são únicos. Aqui vamos apresentar pra você como utilizar brincadeiras para conquistar bons comportamentos de seu cãozinho.

Veja como você pode treinar seu filhote nas brincadeiras:

Adestre seu cãozinho brincando
Cabo-de-guerra e bolinhas são ótimas sugestões de brincadeiras

Antes de começar

Embora seja possível treinar novos comandos para seu cão durante um jogo, geralmente é melhor usar desses jogos para reforçar comandos que ele já sabe. Ao treinar novos comandos para seu cão, procure faze-lo em locais com baixos ruídos e distrações. Como joguinhos de buscar bolinha ou cabo-de-guerra geralmente envolvem ambas situações, ajuda bastante se você introduzir os comandos que deseja trabalhar antes mesmo de começa os jogos.

Faça o cãozinho se mexer antes de brincar

A grande maioria dos cachorros entende rapidamente que ver um brinquedo, bola ou um puxão significa que a brincadeira está prestes a começar. Antes de começar, mostre o brinquedo, mas o mantenha fora do alcance do cão. Passe o comando: “senta!”, ou “pra baixo!”. Assim que ele obedecer, comece a brincar (seja jogar bolinha para ele buscar ou cabo-de-guerra).

Se o cão não responde seu comando, ou leva tempo demais para responder, “saia de cena” por alguns minutos. Depois volte para o pet e dê o comando novamente. A maioria dos cãezinhos aprende rapidamente que, quanto mais rápido eles responderem ao comando, mais rápido a diversão começa.

Adestre seu cão brincando
Cachorro é inteligente. Ele aprende rapidinho!

Brincar para aprender

Logo que começa a brincar com seu filhote, você já tem muitas chances de reforçar o aprendizado dele. Você pode praticar o comando “solta!”, quando seu cão tem o brinquedo ou a bola na boca. Se ele soltar, retome imediatamente a brincadeira. Se ele não deixar cair a bolinha ou brinquedo, vire as costas e se afaste por um tempo.

É interessante como logo ele aprende que a brincadeira só continua quando ele deixar cair a bolinha na hora do comando.

Acabe com comportamentos indesejados

Adestre seu cão brincando
Não tolerar mau comportamento é parar de brincar

Brincadeiras são também oportunidades para acabar com comportamentos indesejados de seu cãozinho, como saltos e mordidas. Fazer isso é fácil, basta parar de brincar a qualquer momento que o cão apresentar o mau comportamento.

Por exemplo, se você estiver brincando de cabo-de-guerra e seu cachorro belisca sua mão, em tentativa a obter melhor posição na brincadeira, diga alguma palavra de ordem como “feio!” ou, “errado!” e pare de brincar.

O mesmo serve para cãezinhos que saltam para agarrar brinquedos longe de você. Termine a brincadeira e guarde o brinquedo. Seu cachorrinho vai aprender rápido que o mau comportamento põe fim nos joguinhos que ele tanto gosta.

Solucionando problemas

Se seu cão insiste em não responder os comandos, ele pode não estar entendendo direito o que você está pedindo. “Volte um pouco os passos” e comece a trabalhar os comandos em um local com o menor nível de distrações possível em várias sessões de treino.

Depois que seu cachorro compreender o que você está pedindo, você pode tentar incorporar novos treinamentos em novas brincadeiras.

Adestre seu cão brincando
Diversão com educação é mais legal!

Você já teve sucesso nos seus treinamentos? Passou por alguma dificuldade?
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