Comportamento Psicologia

Meu pet morreu: Veja como lidar com a perda

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“Hoje, as pessoas tratam seus bichinhos como membros da família. Isso cria um laço de amor e afeto entre elas e os animais. A dor de perder um pet é semelhante à dor de perder um ser humano, seja amigo ou parente”, explica Miriam Barros, psicóloga e especialista em terapia familiar, psicodrama e coaching.

No caso da perda de um animal de estimação, há ainda o desafio extra de os donos encararem o preconceito e por vezes o menosprezo de sua dor pela sociedade. Para entender melhor como a dor nos acomete, separamos o assunto em pontos para você. Veja:

O que é o sentimento de luto?

Quando algo significativo ao indivíduo é perdido, a reação de luto aparece. Reações emocionais e também fisiológicas podem se manifestar, repercutindo e influenciando toda vida da pessoa enlutada. O sentimento é de dor e deixa a pessoa desorganizada. Então é preciso que, para a superação da perda, a pessoa possa manifestar seus sentimentos sem culpa enquanto naturalmente isso a levará a uma adaptação e reorganização da vida.

O sentimento de luto deve ser respeitado.

Como ajudar uma criança a superar o luto da perda de seu animal de estimação?

Se para nós adultos, por vezes a perda é bastante sentida, o efeito em uma criança acaba sendo maior. E pior. Para as crianças que tem envolvimento muito próximo com o pet, na maioria das vezes são anos de convivência que – com a morte do animal – inaugura o sentimento de luto na criança.

A presença do pet, durante a infância, tem grande importância para o aprendizado e desenvolvimento da criança. Os benefícios estão entre a criação de senso de responsabilidade e também de autoestima. Mas quando a vida do animalzinho chega ao fim, muitas vezes é a primeira vez que a criança tem contato com a morte.

O que os pais devem fazer?

A psicóloga Ana Cristina Nogueira explica que o entendimento das crianças sobre a morte pode ser compreendida em três etapas.

  • Até os cinco anos. A criança não tem o entendimento de morte estabelecido, apenas algo como uma preparação ou sonho. Para elas, é um acontecimento progressivo e passageiro.
  • Entre cinco e nove anos. A maioria das crianças ainda “personificam” a morte, ou seja, entendem que “alguém” veio e levou o bichinho para sempre.
  • A partir dos nove ou dez anos. A maioria das crianças entende a morte como um término do funcionamento do corpo. Algo natural e inevitável.

De acordo com a idade do seu filho, você pode procurar explicar melhor o fato e também entender o que se passa na cabecinha da criança.

O laço de amor entre pessoas e pets se assemelha ao laço de amor entre as pessoas.

Preconceito: “Ah, era só um cachorro, compra outro!”

O pesar causado pela morte de animais de estimação só é compreendido e aceito por quem já passou pela experiência de dedicar amor, tempo e atenção a um pet. Em geral, a sociedade não aceita essa dor.

Esse é o tipo de luto em que a sociedade ainda minimiza ou menospreza. Em razão do preconceito da sociedade em aceitar que alguém chore pela morte de um pet, tutores enlutados se sentem incompreendidos, muitas vezes procurando reprimir o sentimento de perda.

Há constatações de pessoas que chegam ao ponto de ficarem incapazes de realizar suas atividades rotineiras, sentindo angústia, insônia e outras reações fisiológicas, podendo até mesmo levá-las à depressão. Situações semelhantes ao ocorrido com a perda de entes queridos.

Toda sociedade possui um conjunto de normas sociais de comportamento, baseadas na cultura dessa própria sociedade. Dentre estas regras, estão as referentes ao luto.

Elas definem determinados padrões de comportamento, como, por exemplo, quais são as perdas passíveis de luto, quem tem legitimidade de enlutar-se e quais os comportamentos adequados para a vivência dessa realidade. No entanto, essas regras sociais que têm caráter coletivo podem não corresponder aos valores e sentimentos inerentes aos integrantes dessa mesma sociedade.” Carolina Alves de Sousa Lima

Optei pela eutanásia e agora me sinto culpada(o)

O sentimento de culpa é quase que inevitável à prática da eutanásia. Mesmo diante de uma situação gravíssima e irrecuperável do animal. É fundamental que a pessoa possa refletir sobre o que a levou a essa decisão. Como estava a vida do pet? Ele vinha sentindo muita dor? Não havia expectativa de melhora?

Além da reflexão a respeito do que a levou à decisão, é muito importante que a pessoa possa se expressar, falar com alguém a respeito.

Devo adotar um novo pet logo após a perda?

De acordo com a psicólogoa Maíra Simeão, a adoção de um novo pet pode ajudar ou ser uma fuga do sofrimento. Não há uma regra para isso e vai depender de cada caso. O importante, para ela, é ter consciência de que rejeitar ou suprimir o luto não vai auxiliar na sua conclusão.

Já nós, aqui na Petite Sofie, pensamos que um novo pet pode substituir a falta que aquele anterior deixou. Quem escolhe ter um pet de estimação, e assim vive por anos, tem “talento” natural para o amor. Ter um animalzinho de estimação para cuidar é o melhor exercício de amor que podemos fazer. Ficar sem um pet acaba não sendo mais opção para quem um dia escolheu ter um pet. 🙂

O que você acha?
Esperamos ter ajudado você a entender e lidar melhor com a perda de seu animalzinho de estimação.

Fontes:
Portal do Dog
Tribuna do Ceará

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